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O transporte de produtos químicos não classificados como perigosos exige rigor técnico, conformidade documental e equipamentos adaptados para evitar contaminações e perdas operacionais.
Embora essas substâncias não estejam submetidas às exigências diretas de sinalização de risco da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a movimentação rodoviária de cargas líquidas a granel requer o cumprimento das diretrizes de segurança da ABNT NBR 14725 (norma GHS no Brasil).
Além disso, exige o uso de tanques isotérmicos adequados para preservar as propriedades químicas do insumo durante todo o trajeto.
Fundada em 18 de junho de 2009, a Marquetti Transportes é uma empresa especializada no segmento de transporte rodoviário de cargas líquidas a granel e produtos perigosos.
Com matriz localizada no Estado de São Paulo e filial no Estado de Santa Catarina, a companhia atua com abrangência intermunicipal, interestadual e internacional.
Atende principalmente os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com capacidade de expansão para todo o território nacional.
O portfólio da Marquetti Transportes abrange soluções completas para o transporte de resíduos industriais e produtos químicos classificados e não classificados, incluindo insumos como ácido sulfúrico, licores industriais, piche, sulfato e resinas.
Para promover máxima eficiência e adequação às necessidades operacionais de cada cliente, a empresa conta com uma frota técnica especializada.
Essa frota é composta por equipamentos modernizados como semi-reboques e bitrens com tanques em aço inox isotérmico, serpentina externa e configurações multidirecionais.
Guiada por compromissos rigorosos com a qualidade, a segurança e a responsabilidade ambiental, a Marquetti Transportes fundamenta suas operações em um rígido Sistema de Gestão Integrado e políticas contínuas de prevenção e segurança.
Ainda falando sobre transporte de produtos químicos não classificados, deve-se ter o cuidado em orçar com empresas que prezam por custo-benefício e durabilidade, pontos importantes que ficam de fora no planejamento de organizações que não trabalham com seriedade e profissionalismo.
É por esta razão que a Marquetti Transportes é destaque no mercado quando se explora o segmento de transporte rodoviário de cargas líquidas (produtos perigosos).
Aqui nos empenhamos em oferecer o que há de melhor na atualidade para seus consumidores.
O que é um produto químico não classificado para transporte?
Um produto químico não classificado é qualquer substância ou mistura que, após testes de caracterização laboratorial, não se enquadra em nenhuma das 9 classes de risco estabelecidas pelas resoluções da ANTT (como a Resolução nº 5.998/22) para o transporte terrestre.
Isso significa que o produto não apresenta riscos primários de explosividade, inflamabilidade, toxicidade, corrosividade ou radioatividade durante o deslocamento rodoviário.
No entanto, mesmo não sendo enquadrado como carga perigosa para fins de transporte rodoviário, o insumo demanda cuidados operacionais específicos na armazenagem, no manuseio e no acondicionamento a granel.
Qual a diferença entre a classificação GHS e a classificação da ANTT?
A principal diferença reside no foco da avaliação do risco: o sistema GHS (ABNT NBR 14725) avalia riscos à saúde humana e ao meio ambiente durante o uso e manuseio, enquanto as normas da ANTT avaliam os riscos imediatos durante o transporte rodoviário.
- Classificação GHS (Saúde e Manuseio): Um produto pode apresentar irritação cutânea leve ou sensibilização ocular (classificado no GHS para manuseio de operadores), mas não possuir critérios de periculosidade para o transporte rodoviário.
- Classificação ANTT (Modal de Transporte): Avalia se a carga oferece perigo de explosão, incêndio, vazamento tóxico ou corrosão em caso de colisão ou tombamento na via pública.
Quais são as exigências legais e documentais para essa carga?
O transporte de produtos químicos não regulamentados pela ANTT exige comprovação documental inequívoca que ateste a não periculosidade da carga para fins de fiscalização rodoviária.
A documentação correta evita retenções indevidas do veículo em postos fiscais ou fiscalizações de trânsito ao longo das rodovias estaduais e federais.
O que deve constar na Seção 14 da FDS?
A Seção 14 da FDS (Ficha de Dados de Segurança) deve conter obrigatoriamente a declaração explícita de que a substância não é regulamentada para o modal de transporte rodoviário.
- Declaração formal: Deve constar a frase "Não classificado como perigoso para o transporte terrestre segundo a Resolução ANTT vigente".
- Número da ONU: O campo correspondente ao Número ONU deve ser preenchido como "Não aplicável" ou "Não regulamentado".
- Nome apropriado para embarque: Deve identificar claramente a denominação técnica do insumo sem associá-lo a números de risco.
O que deve ser informado no Documento Fiscal (NF-e)?
O Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (DANFE) deve refletir exatamente os dados informados na FDS emitida pelo fabricante.
- Descrição do produto: O campo de informações complementares ou descrição do item deve informar a natureza química do insumo.
- Ressalva de transporte: Recomenda-se mencionar expressamente que o produto é "Isento das exigências relativas ao transporte de produtos perigosos conforme regulamentação da ANTT".
Por que é proibido sinalizar o caminhão como produto perigoso?
A utilização de painéis de segurança (placas laranjas) ou rótulos de risco em veículos transportando produtos químicos não classificados configura infração às normas da ANTT, sujeita a penalidades e multas administrativas.
A sinalização de risco é reservada exclusivamente para o alerta de emergências reais.
Colocar placas de risco em uma carga que não possui periculosidade oficial induz ao erro as equipes de resgate e bombeiros em caso de eventuais acidentes, comprometendo a logística de resposta rápida.
Como é feita a estrutura técnica para o transporte a granel?
A movimentação de líquidos a granel requer tecnologia de tanques dedicada para preservar as características físicas e químicas de insumos como resinas, piche, licores industriais e sulfatos.
A seleção dos equipamentos logísticos varia conforme a viscosidade, sensibilidade térmica e requisitos de higienização do produto químico.
Tanques em aço inox isotérmico e serpentina externa
Os tanques em aço inoxidável isotérmico mantêm a estabilidade térmica do fluido durante longos percursos intermunicipais ou interestaduais.
- Aço Inox (AISI 304 / 316L): Previne reações químicas com a parede do reservatório, evitando oxidação e contaminação do insumo.
- Isolamento Isotérmico: Conserva a temperatura interna da carga líquida contra variações climáticas externas.
- Serpentina Externa: Permite o aquecimento prévio ou controle térmico controlado no momento da descarga do fluido, essencial para produtos de alta viscosidade como piche e certas resinas.
Configurações de veículos: semi-reboques e bitrens
A escolha da configuração veicular otimiza o volume transportado e o custo logístico operacional por tonelada.
- Semi-reboques em aço inox: Ideais para entregas fracionadas ou rotas com restrição de comprimento veicular nas regiões metropolitanas de São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ).
- Bitrens tanques: Indicados para grandes volumes e fluxos contínuos entre polos industriais de Santa Catarina (SC), Paraná (PR) e Rio Grande do Sul (RS), promovendo máxima capacidade de carga com distribuição adequada de peso por eixo.
Fale com a Marquetti Transportes e solicite um orçamento
Necessita de uma solução técnica eficiente para o transporte de produtos químicos não classificados ou cargas líquidas a granel com cobertura no Sul e Sudeste do Brasil?
A Marquetti Transportes coloca à disposição uma estrutura completa composta por frota própria modernizada, rigoroso Sistema de Gestão Integrado e mais de 15 anos de atuação no mercado logístico industrial.
Entre em contato com nossa equipe especializada e receba um atendimento personalizado para estruturar a logística das suas operações industriais com total conformidade técnica e segurança legal.
Perguntas Frequentes
O motorista precisa de curso MOPP para transportar produtos químicos não classificados?
Não. O Curso MOPP (Movimentação e Operação de Produtos Perigosos) é uma exigência legal restrita ao transporte de cargas classificadas como perigosas segundo as diretrizes da ANTT.
Para produtos químicos não classificados, exige-se apenas a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria correspondente e treinamentos operacionais internos focados em:
- Direção defensiva no transporte de líquidos a granel;
- Procedimentos operacionais de amarração e descarregamento seguro;
- Verificação preventiva do estado de conservação dos tanques e conexões.
É necessária a licença ambiental do IBAMA ou órgão estadual para o transporte desta carga?
Não para a classificação de risco rodoviário da ANTT, mas depende das especificidades da legislação ambiental estadual do local de origem ou destino.
Embora o produto seja não perigoso para transporte, alguns órgãos ambientais estaduais (como Cetesb em SP ou IMA em SC) exigem autorizações para a movimentação a granel de certos resíduos industriais ou insumos específicos.
A Marquetti Transportes orienta a checagem com o cliente sobre:
- A análise minuciosa da FISPQ/FDS do insumo a ser carregado;
- O cumprimento das licenças operacionais estaduais envolvidas no fluxo logístico.
Qual procedimento adotar em caso de derramamento de um produto químico não classificado?
O condutor e a equipe operacional devem acionar imediatamente o plano de emergência interno da transportadora e utilizar o kit de mitigações básicas da frota.
Mesmo não sendo um produto perigoso conforme a norma da ANTT, a contenção do vazamento é necessária para:
- Evitar danos ambientais em solos, vegetações ou recursos hídricos próximos;
- Manter a segurança do tráfego na rodovia impedindo pistas escorregadias;
- Efetuar a limpeza do local com absorventes neutros e destinação correta dos resíduos recolhidos.
Como a transportadora atesta a higienização prévia dos tanques isotérmicos em aço inox?
A aprovação do equipamento ocorre mediante a emissão do Certificado de Lavagem e Descontaminação de Tanque.
Esse documento atesta formalmente que o tanque isotérmico passou por rotinas rigorosas que incluem:
- Lavagem com água quente ou vapor sob alta pressão em estações autorizadas;
- Inspecção visual e eliminação completa de vapores residuais;
- Secagem e vedação das escotilhas para impedir contaminação cruzada com carregamentos anteriores de insumos ou resíduos industriais.
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